Ele já foi presidente da Agetop e agora estava coordenando a campanha de José Elinton

28 de Set / 2018
O ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop) e atual coordenador da campanha de José Elinton (PSDB), Jayme Rincón, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (28), na Operação Cash Delivery, que investiga pagamentos indevidos de valores a agentes públicos em Goiás.



A PF apreendeu cerca de R$ 80 mil na casa do motorista de Jayme e uma quantia ainda não revelada na casa dele.

De acordo com o MPF-GO, os indícios até então colhidos apontam que o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo (PSDB) era o chefe do grupo. Jayme Rincon atuou como seu braço direito, mantendo contato com os executivos da Odebrecht e coordenando as atividades dos demais investigados, que tinham a função de buscar o dinheiro em São Paulo e trazê-lo de avião a Goiânia, atuando assim como uma espécie de preposto.

 
   
Há suspeitas de que parte do dinheiro foi usada para adquirir um veículo de luxo para o filho de Jayme, Rodrigo Rincón, que à época era estudante e não possuía renda, no valor de R$ 170 mil, pagos em espécie. A compra foi realizada pouco depois de um dos eventos de entrega de propina.

A análise dos e-mails dos investigados revelou que Jayme Rincón apagou propositalmente todos as mensagens do servidor em meados de 2016, logo após a deflagração da 26ª fase da Operação Lava Jato, que cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento da rua Haddock Lobo, de sua propriedade, onde seu filho morava e o principal local de recebimento da propina, o que indica tentativa de destruir provas. A análise dos e-mails revelou, ainda, que Jayme Rincón pagou R$ 24 mil, em dinheiro vivo, por um procedimento médico para o filho, o que indica ocultação de sua origem ilícita.

Em nota a defesa de Marconi Perillo afirmou que: "A busca na casa de Marconi assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário. É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a a estabilidade democrática".

Uma suposta tabela de pagamentos está sendo indicada como a referente a propinas:

 

 

Créditos: O Popular








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