09 de Ago / 2019
A Polícia Civil de Goiás, através do Grupo Antissequestro da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), desarticulou uma associação criminosa especializada em tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.




Foram presas seis pessoas e ainda foram apreendidos dois jatos executivos, um helicóptero, R$ 571 mil reais, 71 mil dólares, 11 veículos, um jet ski e 13 relógios de luxo. O caso foi apresentado nesta sexta-feira (09/08).

Foto: divulgação PC
A investigação teve início há seis meses, após o desaparecimento do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos, ocorrido no fim do ano passado, quando pilotava um avião modelo Piper Sêneca (prefixo PT-VPH). A aeronave seria de propriedade da organização criminosa, comandada por um holandês radicado no Brasil, segundo a polícia goiana.

Os integrantes da organização criminosa desfrutavam de uma vida luxuosa, moravam em condomínios fechados, circulavam em carrões, usavam relógios caríssimos e outros artigos de luxo. Dois deles ostentaram a riqueza originada pelo tráfico de drogas durante uma viagem à Dubai ao lado de duas Ferrari.

Durante a operação policial, uma aeronave prefixo PTSTK foi apreendida, segundo a Polícia, a eronave era para o tráfico internacional de drogas.

Foto: divulgação PC

Segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave prefixo PTSTK, de propriedade da Brasil Negócios Participações Ltda, está com certificado de navegabilidade irregular.

Os integrantes da organização criminosa desfrutavam de uma vida luxuosa, moravam em condomínios fechados, circulavam em carrões, usavam relógios caríssimos e outros artigos de luxo. Dois deles ostentaram a riqueza originada pelo tráfico de drogas durante uma viagem à Dubai ao lado de duas Ferrari.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, o grupo atuava há vários anos. “A movimentação financeira era enorme. Estamos falando de milhões de dólares. Um dos aviões apreendidos, custa cerca de R$ 10 milhões e não era um avião para tráfico e sim para lazer, mas eles não tem nenhuma renda que  banque todo esse aparato a não ser o tráfico de drogas”, revelou.

De Goiás, os entorpecentes eram despachados para países, como Alemanha, Bélgica, França e Holanda. Diversos artifícios eram utilizados para que as drogas chegassem na Europa. “Eles escondiam tudo em produtos destinados à exportação, como granito e mármore, que são materiais pesados. Isso facilitava para que o objetivo deles fosse atingido”, explicou o delegado-geral da Polícia Civil, Odair José Soares.

Foto: divulgação PC

A demonstração de riqueza era tão grande que existem registros na imprensa de que o helicóptero apreendido chegou a pousar em um lote baldio, em Palmas, no Tocantins, para que os ocupantes comprassem gelo para uma festa. Parte da associação era responsável por utilizar empresas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com a atividade criminosa.

"Eles tinham duas alas de distribuição e transporte de cocaína, usavam pequenos aviões, agenciava e cooptavam pilotos jovens ainda em início de carreira que iam até os países e buscavam essa droga. Vinham para o Estado do Pará e em pequenos aviões essa droga vinha para Goiás e depois para São Paulo. Tinha-se toda a logística para exportar essa cocaína para vários países da Europa. A gente tem a noção de que eles exportavam cerca de 500KG de cocaína por mês e isso nós estamos falando em cerca de R$40 milhões de dólares", acrescenta.

Foto: divulgação PC

O governador Ronaldo Caiado também  participou da apresentação do caso. Segundo ele, a corporação, mais uma vez, demonstra que é referência para todo o Brasil e deve se tornar referência internacional.

“Trata-se de uma das maiores operações da história da Polícia Civil. Nossos policiais têm agido com muita inteligência eeficiência . O resultado está sendo visto no grande número de quadrilhas desarticuladas e na redução dos indicadores criminais. Vamos continuar trabalhando de forma integrada para vencer os criminosos”, elogiou.

*Relação dos presos*
Gilberto Alves Rocha Junior, 27 anos – preso em Santana de Parnaíba (SP)
Dennis Petronella Marcel Gerardus, 40 anos – preso em Santana de Parnaíba (SP)
Renan dos Santos Barbosa, 30 anos – preso em Goiânia (GO)
Rulyo Feitosa Barbosa, 24 anos – preso em São Félix do Xingu (PA)
Ismael Victor Silva Santos, 27 anos – preso em Goiânia (GO)
Hollarys Nunes Neiva, 35 anos – preso em Goiânia (GO)
Leandro Tavares Marinho, 32 anos – FORAGIDO








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